sábado, 25 de agosto de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Perdoai-me

O homem mau tinha os olhos do avesso
Amava em mentira e rezava de dor
Dizia
- morrerei na primavera,
mas frutos não nascerão na minha cabeça

terça-feira, 17 de julho de 2012

o personagem diz - o sertão vai virar mar. é um altar
de lágrimas que vem de dentro de mim.

A palavra dor no canto do olho
O sentir dor no canto da unha

a palavra fim na palavra mundo
(a diferença entre a naturalidade da cadeira e a cortina
que respira é o vento que leva gente embora)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

seis do seis

- ninguém nunca deixou de existir porque morreu.
Tinha tristeza nas entranhas,
seus cabelos estranhos
pintavam poeira de rubro
"e existir errado, como anular?"
Posso fotografar seu sono
mas não o sonho

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A lagarta

-Sou intérprete
de muitos atos simulados.
Meu olhar não tem idade
Carrego na mão meu outro eu,
que tem nome de bicho



O mar naufraga no teu ser