segunda-feira, 23 de maio de 2016

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Nos deslocamentos de tempo possíveis
das escavações que revelam
entre camadas geológicas que no passado eram jovens
cidades subterrâneas emergem

canecas, tamancos

e se meu corpo em seus veios habitou
foi com o mesmo temor de encarar o céu
que não desgruda os olhos do azul ainda sem nome
das estrelas noturnas que se moviam em outras formações

vivendo num tempo de poeira
que jamais foi fotografado

segunda-feira, 8 de junho de 2015

. lembra

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do que tem debaixo

lembra

das pedras, pegadas
dos meninos que nao podem crescer
na sombra das laranjeiras, as bocas comidas de terra e orvalho

as mães, de ventres ocos
da ausência, tua

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013





quando fecho os olhos e vejo os seus



terceiro trigésimo
um menino na claridade
uma velha debaixo dágua
não sabe se chove
nunca vai a superfície
um vulto -
cachorro de três pernas
uma matilha




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domingo, 20 de outubro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Day 8

as unhas
absoluto não cessar

e de juventude
choram

tornozelos fracos
pés rachados

tudo que não se pode tocar

para desafogar
não sei se tu, que foi
ou nós, os que ficam