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domingo, 14 de maio de 2017

III

.



ainda repito as palavras
da boca faminta
seu nome não posso dizer
o silêncio azul transparente olhos de prata tão inventados quanto o respiro do oceano
o rio que me atravessa é o outro, a qual se uniu
em margem dolorida ponte
bússola
te chamo em naufrágio

segunda-feira, 8 de junho de 2015

. lembra

.


do que tem debaixo

lembra

das pedras, pegadas
dos meninos que nao podem crescer
na sombra das laranjeiras, as bocas comidas de terra e orvalho

as mães, de ventres ocos
da ausência, tua

.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013





quando fecho os olhos e vejo os seus



terceiro trigésimo
um menino na claridade
uma velha debaixo dágua
não sabe se chove
nunca vai a superfície
um vulto -
cachorro de três pernas
uma matilha




.

domingo, 20 de outubro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Day 8

as unhas
absoluto não cessar

e de juventude
choram

tornozelos fracos
pés rachados

tudo que não se pode tocar

para desafogar
não sei se tu, que foi
ou nós, os que ficam

terça-feira, 10 de setembro de 2013