terça-feira, 17 de julho de 2012

o personagem diz - o sertão vai virar mar. é um altar
de lágrimas que vem de dentro de mim.

A palavra dor no canto do olho
O sentir dor no canto da unha

a palavra fim na palavra mundo
(a diferença entre a naturalidade da cadeira e a cortina
que respira é o vento que leva gente embora)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

seis do seis

- ninguém nunca deixou de existir porque morreu.
Tinha tristeza nas entranhas,
seus cabelos estranhos
pintavam poeira de rubro
"e existir errado, como anular?"
Posso fotografar seu sono
mas não o sonho

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A lagarta

-Sou intérprete
de muitos atos simulados.
Meu olhar não tem idade
Carrego na mão meu outro eu,
que tem nome de bicho



O mar naufraga no teu ser

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Uma vez um menino triste me disse no olhar:
jamais aprendi palavra alguma - não entendo
como palavra pode ser nome, e ser nome de tanta coisa.
meu pensamento é em música, e minha garganta
só soa quando em soluço

sábado, 14 de abril de 2012

I met you right, but I kept you wrong

Na entrada de um túnel,
não tinha por onde sair
Uma voz dizia

        Esse engenho de fachada
        De gume bivalente
        É pior que facada
        no peito da gente

Guilhermina R., 32 anos, solteira,
tomaria naquela noite
28 pílulas de veneno para rato.
Diz-se que o gosto é ruim,
e que a matemática do 4 motivou o numeral.
Guilhermina R., uma ruína de gente no seu ser machucado,
tinha na desculpa da estricnina um sonhar atrofiado.
etc etc

quinta-feira, 29 de março de 2012

c.g.j.

Lembrei hoje do seus chamados não atendidos em vinda, mas que eram no olhar

Que tem de errado
a morte é uma lombra