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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Morrer com a ponta dos dedos



- Quero dormir debaixo à sua sombra
Mas, nas minhas unhas,
não mundo: distância e pele.

Porque o corpo incha e fede quando morto,
lhe abençoarei com o canto que precede a chuva
para que seja ninguém
e desapareça

quinta-feira, 21 de abril de 2011

I

A crônica de quem escreve. isso é
um escombro de vontade. e tem pés demais pisando
o chão. É necessário um distanciamento semântico(dessa vez
sem o palito) e o questionamento do necessário. "o que se diz é o que
se fala?"
A acentuação faz os tornozelos ficarem mais altos. "o amedrontamento
é real?". Receio que sim, capitão.
e na verdade, o medo era o da
negação. uma vontade
(fim)

II

-escutei meu nome o dia inteiro. Isso
pode ser um prelúdio do fim.
Confessou baixo, e também:
"chorei até me desencontrar"

não dei ouvidos.
podia ser medo de muita coisa,
ou vontade de coisa nenhuma

-isso é um clichê lingüístico.
eu não me desencontrei por você, foi
em mim mesmo.

A sua vontade tem gênero?
na verdade, eu só queria ir embora.