Abri a geladeira pra te procurar -
não foi de caso pensado.
Lá dentro a fome gritava:
meu outro nome todo mundo sabe,
mas ninguém tem coragem de dizer
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Como cozinhar uma perereca viva
Parecia conformado com a desgraça que portava, mas só quando dizia,
e não se valha sempre disso, e não amarre os cadarços dessa forma
-eu não gosto de como você respira.
O melhor dos outros sou eu
Abstenha-se do caminhar, solte os pés e as mãos, se é incapaz de entender
(e sempre será),batuque sua própria tigela.
Dessa vez é absoluto e irremediável, não por medo só, das palavras,
mas não volto a dizê-las nunca mais, nem mesmo o perdão, que tanto curaria e só quebra.
e não se valha sempre disso, e não amarre os cadarços dessa forma
-eu não gosto de como você respira.
O melhor dos outros sou eu
Abstenha-se do caminhar, solte os pés e as mãos, se é incapaz de entender
(e sempre será),batuque sua própria tigela.
Dessa vez é absoluto e irremediável, não por medo só, das palavras,
mas não volto a dizê-las nunca mais, nem mesmo o perdão, que tanto curaria e só quebra.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
deixa pra lá
Ontem eu senti uma fisgada esquisita no meu
dedinho do pé que me fez refletir sobre a
existência, o canto azul dos sapos da basiléia,
e essa dor de mundo
que às vezes vira dor de dente.
dedinho do pé que me fez refletir sobre a
existência, o canto azul dos sapos da basiléia,
e essa dor de mundo
que às vezes vira dor de dente.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
.
o tempo satisfaz uma espera que é de vontade,
como estar por um fio no Estar
e a sensação de dentro de vidro, que faz os passos ficarem mais incertos, mais longe do chão a cada pisar, como constantemente a errata do não-voar.
eu gosto de olhar para os meus pés enquanto ando e falar bem baixo todos os meus segredos quando o vento sopra forte e as vozes uníssonas são ruído.
o vento veio e secou o suor das minhas mãos, ele não trouxe ninguém de volta. é o mesmo desencorajamento de sempre,
mas dessa vez respirar foi um fiapo de corrente de alívio.
quando uma resposta está apenas no caminho da espera, sua existência independe de interlocutor,
é um caminho etéreo - não há elemento físico, apenas a expectativa: quando o peito engole as palavras que vibram no ar.
sempre almejo ser alguém melhor, desejar bom dia aos mal humorados. É silenciosa a minha existência,
não são muitas as palavras que sei dizer.
Nós temos um problema, é uma estranheza que causa isso,
de respirar.
mas seus amigos jamais estarão embriagados o
suficiente pra entender
que esse mundo
pulsa
como estar por um fio no Estar
e a sensação de dentro de vidro, que faz os passos ficarem mais incertos, mais longe do chão a cada pisar, como constantemente a errata do não-voar.
eu gosto de olhar para os meus pés enquanto ando e falar bem baixo todos os meus segredos quando o vento sopra forte e as vozes uníssonas são ruído.
o vento veio e secou o suor das minhas mãos, ele não trouxe ninguém de volta. é o mesmo desencorajamento de sempre,
mas dessa vez respirar foi um fiapo de corrente de alívio.
quando uma resposta está apenas no caminho da espera, sua existência independe de interlocutor,
é um caminho etéreo - não há elemento físico, apenas a expectativa: quando o peito engole as palavras que vibram no ar.
sempre almejo ser alguém melhor, desejar bom dia aos mal humorados. É silenciosa a minha existência,
não são muitas as palavras que sei dizer.
Nós temos um problema, é uma estranheza que causa isso,
de respirar.
mas seus amigos jamais estarão embriagados o
suficiente pra entender
que esse mundo
pulsa
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sleep/Swim
é verde água! essa sensação está nas minhas unhas e quando
eu fecho os olhos o céu se enche de bolhas desencontradas.
eu prendo a respiração até o entorpecimento, e meus sentidos
quase se esvaem nesse devir dormir - afogar
Remete a um sentimento sem nome de quase infância, quando
meus braços são pressionados por um laranja que não existe.
Todas as minhas criança que nunca nasceram ficam em silêncio,
suas respirações me fazem flutuar.
O mundo é azul, têm sorrisos em forma de peixes presos
no meu cabelo. A existência é compartilhada com a solidão,
e não há torpor mais maravilhoso que esse - quando
o escuro tem cor os sentidos não existem mais.
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