Estralo meus ossos de longitude, aperto as pálpebras cutucadas e faço a digestão de pedaços de pele que se sujaram de terra.
Meu dedão ficou preso na fechadura, mas foi só em sonho, enquanto via seu amor ir embora.
Sinto vergonha
e não é nada
Mas é esse nada com que ando de mãos dadas, o vento leva ele de mim, mas tem nada pra todo lado
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
I
Tudo que existo é poeira e céu
E quando chove, minhas sobrancelhas
sorriem em linhas tão fininhas
que a vergonha escorre que nem choro
E quando chove, minhas sobrancelhas
sorriem em linhas tão fininhas
que a vergonha escorre que nem choro
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
III
Abri a geladeira pra te procurar -
não foi de caso pensado.
Lá dentro a fome gritava:
meu outro nome todo mundo sabe,
mas ninguém tem coragem de dizer
não foi de caso pensado.
Lá dentro a fome gritava:
meu outro nome todo mundo sabe,
mas ninguém tem coragem de dizer
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Como cozinhar uma perereca viva
Parecia conformado com a desgraça que portava, mas só quando dizia,
e não se valha sempre disso, e não amarre os cadarços dessa forma
-eu não gosto de como você respira.
O melhor dos outros sou eu
Abstenha-se do caminhar, solte os pés e as mãos, se é incapaz de entender
(e sempre será),batuque sua própria tigela.
Dessa vez é absoluto e irremediável, não por medo só, das palavras,
mas não volto a dizê-las nunca mais, nem mesmo o perdão, que tanto curaria e só quebra.
e não se valha sempre disso, e não amarre os cadarços dessa forma
-eu não gosto de como você respira.
O melhor dos outros sou eu
Abstenha-se do caminhar, solte os pés e as mãos, se é incapaz de entender
(e sempre será),batuque sua própria tigela.
Dessa vez é absoluto e irremediável, não por medo só, das palavras,
mas não volto a dizê-las nunca mais, nem mesmo o perdão, que tanto curaria e só quebra.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
deixa pra lá
Ontem eu senti uma fisgada esquisita no meu
dedinho do pé que me fez refletir sobre a
existência, o canto azul dos sapos da basiléia,
e essa dor de mundo
que às vezes vira dor de dente.
dedinho do pé que me fez refletir sobre a
existência, o canto azul dos sapos da basiléia,
e essa dor de mundo
que às vezes vira dor de dente.
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