Uma vez um menino triste me disse no olhar:
jamais aprendi palavra alguma - não entendo
como palavra pode ser nome, e ser nome de tanta coisa.
meu pensamento é em música, e minha garganta
só soa quando em soluço
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
I met you right, but I kept you wrong
Na entrada de um túnel,
não tinha por onde sair
Uma voz dizia
Esse engenho de fachada
De gume bivalente
É pior que facada
no peito da gente
Guilhermina R., 32 anos, solteira,
tomaria naquela noite
28 pílulas de veneno para rato.
Diz-se que o gosto é ruim,
e que a matemática do 4 motivou o numeral.
Guilhermina R., uma ruína de gente no seu ser machucado,
tinha na desculpa da estricnina um sonhar atrofiado.
etc etc
não tinha por onde sair
Uma voz dizia
Esse engenho de fachada
De gume bivalente
É pior que facada
no peito da gente
Guilhermina R., 32 anos, solteira,
tomaria naquela noite
28 pílulas de veneno para rato.
Diz-se que o gosto é ruim,
e que a matemática do 4 motivou o numeral.
Guilhermina R., uma ruína de gente no seu ser machucado,
tinha na desculpa da estricnina um sonhar atrofiado.
etc etc
quinta-feira, 29 de março de 2012
c.g.j.
Lembrei hoje do seus chamados não atendidos em vinda, mas que eram no olhar
Que tem de errado
a morte é uma lombra
Que tem de errado
a morte é uma lombra
sábado, 24 de março de 2012
Guarda-chuva
o Quase estava entrando em parafuso, como quando o mundo vira fundo
o não-ser do silêncio em nome engoliu meus cotovelos,
e minhas coxas doem de esbaldamento no limo
É preciso beber a chuva de canudinho,
e cavar na terra uma 3x4 do abismo que só existe em referência,
porque a falta é preenchida de falta que não se sente,
que nem solidez do chão quando as orelhas ardem em brasa de amor
o não-ser do silêncio em nome engoliu meus cotovelos,
e minhas coxas doem de esbaldamento no limo
É preciso beber a chuva de canudinho,
e cavar na terra uma 3x4 do abismo que só existe em referência,
porque a falta é preenchida de falta que não se sente,
que nem solidez do chão quando as orelhas ardem em brasa de amor
quarta-feira, 14 de março de 2012
it's alright it's alright it's alright
A menina que nunca viu o vento despertou com os pés em forma de bolhas
Seu sopro era terra
respirava em sólido e sorria sem muito
Tinha dedos de extensão e sentia o sol nas pálpebras sempre que
tocava sem querer o menino-ar
que passava na esquina do esquecimento com os olhos baixos
para nao errar o chão
Seu sopro era terra
respirava em sólido e sorria sem muito
Tinha dedos de extensão e sentia o sol nas pálpebras sempre que
tocava sem querer o menino-ar
que passava na esquina do esquecimento com os olhos baixos
para nao errar o chão
quarta-feira, 7 de março de 2012
.
Eu te arrancava as tripas
E não ia ter nada dentro
Teu borboletário é invenção
No meu ouvido é vazio,
não adianta dizer
Sou oca de vesículas
e pelezinhas de canto de boca
(era uma lagarta quem dizia isso)
-No canto do cômodo, um Jesus escuro não piscava-
Eu comi todo amor
não tem nada dentro de mim,
nem de você.
O que você não leva na mão,
é meu também
Mas no meu ouvido é vazio
E não ia ter nada dentro
Teu borboletário é invenção
No meu ouvido é vazio,
não adianta dizer
Sou oca de vesículas
e pelezinhas de canto de boca
(era uma lagarta quem dizia isso)
-No canto do cômodo, um Jesus escuro não piscava-
Eu comi todo amor
não tem nada dentro de mim,
nem de você.
O que você não leva na mão,
é meu também
Mas no meu ouvido é vazio
sexta-feira, 2 de março de 2012
Sexta Diminuta
A existência extirpou, que nem costela machucada.
Restou na parede uma projeção 12x8, que some antes
das três e quinze
-dói em mim, nos outros é faísca
Restou na parede uma projeção 12x8, que some antes
das três e quinze
-dói em mim, nos outros é faísca
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