segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Morrer com a ponta dos dedos



- Quero dormir debaixo à sua sombra
Mas, nas minhas unhas,
não mundo: distância e pele.

Porque o corpo incha e fede quando morto,
lhe abençoarei com o canto que precede a chuva
para que seja ninguém
e desapareça

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O suicídio do galo


Não preocupa, tu
Que estou aqui e fecha os olhos
Essa coisa ruim que vem de dentro
No final é só aplauso

domingo, 26 de agosto de 2012

I


- Que diz sua virilha sobre o Ser?
três cabelos,
uma cicatriz
de circunstâncias poéticas,
um carrapato talvez,
os segredos do universo.

sábado, 25 de agosto de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Perdoai-me

O homem mau tinha os olhos do avesso
Amava em mentira e rezava de dor
Dizia
- morrerei na primavera,
mas frutos não nascerão na minha cabeça

terça-feira, 17 de julho de 2012

o personagem diz - o sertão vai virar mar. é um altar
de lágrimas que vem de dentro de mim.

A palavra dor no canto do olho
O sentir dor no canto da unha

a palavra fim na palavra mundo
(a diferença entre a naturalidade da cadeira e a cortina
que respira é o vento que leva gente embora)