terça-feira, 10 de setembro de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

#1

todo toque de dedo partido, olhos partidos, janelas abertas de sal

o respiro

tão livre em circular azul

(e vi braços também, pescoços, pernas feridas)
porque em cada sonhar teu, de chamar o nome quebrando no peito
o sol que se virou
em sorriso:
a terra é quente e úmida

quinta-feira, 9 de maio de 2013

.

(o primeiro que transbordou no seu olho
era inteiro e partiu-se
como crua, a terra
debrulhei em unha
e toda em minhoca
que furiosa mastiguei o seu pesar)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

3o

do dizer - silêncio. em que o peito é bruto
e a casa branca suja de dedo e de dor e a porta amarrada
é chuva
e é espelho
no grito - de dentro
costurei com olho o voar do infinito
pra enxergar perto do fim
a casa de barro
espremi só, e só o fiz por medo
de que o sol sumiu
o sol era menino e era azul, e era em sentir
no ombro que chamei seu nome claro, tão
claro de branco que escondido na luz

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

DE.sc. a.ns

O homem era em cor
mas
vermelho e marrom
Amarelo não

Chorava em tinta e chorava muito
era sal
Da terra brotavam peixes em árvores secas

Pra nuvem alta, sussurrava
chove, chove

mas era longe

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Morrer com a ponta dos dedos



- Quero dormir debaixo à sua sombra
Mas, nas minhas unhas,
não mundo: distância e pele.

Porque o corpo incha e fede quando morto,
lhe abençoarei com o canto que precede a chuva
para que seja ninguém
e desapareça

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O suicídio do galo


Não preocupa, tu
Que estou aqui e fecha os olhos
Essa coisa ruim que vem de dentro
No final é só aplauso